
«Lindo
mármore precioso que na alcova
surpreendi dormindo!
E lindo
à luz dum fosforo acendido a medo,
despertou sorrindo.
E, lindo,
dos olhos as meninas me saltaram
para o nú que se estava descobrindo.
Linda!
Ficou-se ao desagasalho adormecida,
ai vida,
como ainda não vi coisa tão linda.
Linda,
braços abertos em desnudo amplexo,
seu corpo era uma púbere mendiga,
e ele é que estava pedindo, lindo, o meu sexo.»
Afonso Duarte - canções do nú
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